A Lauduz e a Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (AFECC) — entidade filantrópica mantenedora do Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória/ES — assinaram o Termo de Cooperação Técnico-Científica nº 01/2026. O acordo vincula formalmente o Núcleo de Telessaúde da Lauduz (CNES nº 5579201) às estruturas de ensino, pesquisa e extensão da instituição, incluindo os programas de residência médica desenvolvidos no hospital e credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).
É um marco institucional: a telessaúde que a Lauduz opera no SUS e na saúde suplementar passa a estar ligada, por instrumento jurídico próprio, a um ambiente acadêmico de formação médica. Na prática, o que já era assistência com exame físico remoto e teleconsultoria especializada ganha uma camada de ensino, produção científica e avaliação de resultados.
O que o Termo estabelece
A cooperação se organiza em quatro eixos, detalhados em um Plano de Trabalho com metas, periodicidade e evidências de execução — com relatórios semestrais consolidados por coordenadores designados de cada lado:
- Ensino — planejamento e validação acadêmica de ações de capacitação e educação permanente para profissionais solicitantes e teleconsultores; produção de materiais didáticos, protocolos e guias de apoio à decisão clínica; campo de prática supervisionado para discentes em telessaúde e saúde digital.
- Pesquisa — estudos sobre resolutividade, qualidade, tempo de resposta, satisfação dos usuários e impacto da teleconsultoria nos encaminhamentos à atenção especializada, com dados exclusivamente anonimizados e aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa quando exigível.
- Extensão — webinários, oficinas, discussões de casos e difusão de boas práticas voltadas à Rede de Atenção à Saúde do SUS, além da divulgação científica dos resultados.
- Desenvolvimento tecnológico e inovação — avaliação de usabilidade e acessibilidade da plataforma, apoio metodológico à definição de indicadores e aprimoramento contínuo das soluções de saúde digital.
Teleconsultoria como ensino em serviço — com responsabilidade clínica preservada
Um dos pontos mais relevantes do acordo é o conceito de ensino em serviço: docentes, preceptores e médicos residentes vinculados aos programas da instituição poderão participar de atividades educativas de apoio às teleconsultorias assíncronas atendidas pelo Núcleo de Telessaúde Lauduz.
O Termo é explícito quanto aos limites dessa participação — e isso é parte do cuidado que a Lauduz aplica a qualquer serviço entregue a uma rede pública. As teleconsultorias e a emissão dos pareceres são realizadas exclusivamente por médicos da equipe clínica da Lauduz, com vínculo próprio, inscrição regular no Conselho Regional de Medicina e Registro de Qualificação de Especialista (RQE) na especialidade. Os residentes atuam apenas nas atividades de ensino, pesquisa e extensão — sem participação na elaboração, validação ou assinatura dos pareceres enviados aos solicitantes, sem serem computados na capacidade operacional declarada aos contratantes e sem comprometer prazos assistenciais.
Quando o acesso à plataforma é necessário à atividade acadêmica, ele ocorre com login individual e intransferível, em perfil restrito, com casos simulados ou dados anonimizados e registro em trilha de auditoria — a mesma rastreabilidade que sustenta a operação da Lauduz no dia a dia.
Por que isso importa para o SUS
A vinculação de Núcleos de Telessaúde a estruturas de ensino, pesquisa e extensão não é um detalhe burocrático: é uma diretriz da política nacional de saúde digital. A Portaria GM/MS nº 3.691/2024, que institui a Ação Estratégica SUS Digital — Telessaúde, e a legislação que disciplina a telessaúde no país (Lei Federal nº 14.510/2022, que incluiu os arts. 26-A a 26-H na Lei nº 8.080/1990) apontam na mesma direção: telessaúde de qualidade se faz com formação continuada, evidência e avaliação de resultados — não apenas com uma videochamada.
O instrumento também se apoia na Lei Federal nº 10.973/2004 (Lei de Inovação) e no Decreto Federal nº 9.283/2018, que admitem acordos de parceria entre instituições científicas e empresas para atividades conjuntas de pesquisa, desenvolvimento e inovação. É o arcabouço que permite a uma healthtech que atua como govtech na saúde pública produzir conhecimento junto com quem forma médicos.
Para os gestores municipais e estaduais que contratam telessaúde, o efeito é direto: o serviço passa a ter lastro acadêmico verificável, indicadores acompanhados com método e educação permanente estruturada para as equipes da ponta — exatamente o que diferencia uma operação de telemedicina avançada de um atendimento remoto genérico.
Quem é a AFECC e o Hospital Santa Rita de Cássia
Fundada em Vitória, a AFECC — Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer é uma entidade sem fins lucrativos e de caráter filantrópico, mantenedora do Hospital Santa Rita de Cássia, referência em oncologia no Espírito Santo, e do Instituto Santa Rita, sua estrutura de ensino, pesquisa, inovação e extensão. O hospital é responsável por programas de residência médica credenciados pela CNRM e coordenados por sua Comissão de Residência Médica (COREME).
A cooperação não envolve transferência de recursos financeiros entre as partes, não implica exclusividade e tem vigência inicial de 12 meses, prorrogável automaticamente. O Termo foi assinado em Vila Velha/ES, em 6 de outubro de 2026, pelo sócio administrador da Lauduz, Amauri José Venturini Júnior, e pela presidente da AFECC, Marilucia Silva Dalla, com a Diretora Médica da Lauduz, Dra. Carolina Paim Fernandes Zatt, e a gerente do Instituto Santa Rita, Simone Apolonio Riguetti Duarte, designadas coordenadoras da execução.
Um Núcleo de Telessaúde que ensina, pesquisa e atende
O Núcleo de Telessaúde da Lauduz já sustenta operações como os Consultórios Digitais do SUS de Curitiba, a telemedicina domiciliar de Sant'Ana do Livramento e o piloto de telepropedêutica na Amazônia, conduzido pela Associação Expedicionários da Saúde em projeto do Fundo Amazônia/BNDES. Com a cooperação técnico-científica, esse mesmo núcleo passa a devolver à rede o que aprende na operação — em forma de capacitação, protocolo e evidência científica.
Quer levar telessaúde com lastro acadêmico e exame físico a distância para a sua rede? Fale com a Lauduz.

